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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Apreensão


Começou a propaganda eleitoral e a nossa Batedeira parou de girar. Não sei se foi recesso para não fazermos propaganda política no nosso ambiente de troca de ideais ou se foi falta de tempo.


As campanhas políticas estão a mil. Nada de propostas, o objetivo dessas eleições é ver quem tem mais lábia e picuinha para fazer.
Dilma ganha ou não no primeiro turno? Será que César Maia cumpre sua promessa de se aposentar da política caso não ganhe para Senador? Sérgio Cabral merece realmente esse 57% dos fluminenses? Tiririca será o deputado mais votado no Brasil? Garotinho depois de tudo ainda vai conseguir se eleger? E o Collor? A Lei Ficha Limpa será aprovada para essas eleições? Romário também será deputado? Os jornais conseguiram "achar" mais alguma coisa contra a Dilma?


Estas e demais perguntas serão respondidas até este domingo (03/10). Como Lula gosta de proclamar: Será o dia da festa da democracia! Sei...


Espero que nossos motores voltem a rodar após recesso eleitoral.


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ouvir é melhor do que falar


O silêncio em relação ao meio que nos cerca acaba tornado-se um momento de profunda reflexão e autoconhecimento, em busca da nossa própria essência. Podemos aprender mais, se calarmos e ouvimos, absorvendo cada palavra que penetra em nossa mente.

Se conseguimos conciliar o silêncio e a respiração nos capacitamos a olhar tudo com mais atenção, isso ajuda a pensar com maior eficiência nas decisões do dia-a-dia.

Atualmente, vivemos num mundo tão cheio de palavras, cheio de barulhos, que não conseguimos nos concentrar e encontrar um espaço para reflexão; a solidão por vezes necessária e revigorante. Experimente o desafio de silenciar: numa discussão cale as palavras de ofensa; ouça mais o que os outros têm a dizer; e no final do expediente feche os olhos e concentre nos seus pensamentos. O silêncio não é constrangedor, nós o evitamos porque ele é revelador.

A frase de Charles Chaplin, que encantava o publico sem nenhuma palavra, anuncia: "O som aniquila a grande beleza do silêncio".

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Tempos difíceis


Compatível com a época de eleições, eu prometi escrever no domingo passado, mas não cumpri.

São tantas as nossas obrigações, que os momentos de lazer e descontração são deixados de lado por causa da apertada agenda. Prefiro escrever no blog a ler sobre seguros privados, mas a segunda opção é que me permite ir comer no Outback.

Eu ia falar sobre educação, a pedra fundamental da nossa sociedade. A construção de um país se deve principalmente pelos cidadãos que ele forma e das oportunidades proporcionadas a eles. Mais uma vez, a pesquisa do Ministério da Educação, com base na aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) mostrou que as Escolas Públicas continuam com péssimos níveis de desempenho.

O educador Paulo Freire já alertava ao governo sobre uma nova maneira de educar a população de baixa renda. A realidade dos jovens da escola que ficou em primeiro lugar no ranking é completamente diferente das dos escolas do governo. Na maioria dos casos, essas crianças mão provêem de um estrutura familiar, não tem atenção dos pais, não possuem perspectivas de futuro e não enxergam necessário o que as escolas lhes ensinam.

Mudar estes pontos está nas mãos dos professores e nas do governo em capacitá-los e incentivá-los através de remuneração e benefícios. A cartilha usada nas escolas, não serve para o garoto que convive com a violência na porta de casa e luta diariamente para ter o que comer no dia seguinte.

Estamos muitos longes de educação exemplar, o números de alunos "bem qualificados" são ínfimos, são continuação de uma minoria burguesa. Já, a grande parte da população não recebe a atenção devida do poder público. E se o governo não olha por eles, quem irá olhar? Se eles não tem dinheiro para pagar por atenção, disciplina e conhecimento.

O direito do cidadão se tornou um bem de consumo.

sábado, 24 de julho de 2010

Más explicações



As últimas duas semanas foram turbulentas para mim. Estou vivendo no ritmo acelerado de dois estágios, iniciação científica, repórter de uma revista, curso de francês e a faculdade. Portanto, alguma coisa precisava ser deixada de lado para suprir a enorme demanda de final de período da faculdade. Sobrou pra você, blog. Claro, para minha vida social também. Mas, a turbulência está passando e essa semana já consegui sair para um chop e vou recompensar a semana perdida escrevendo hoje e amanhã.
O título da discussão de hoje não tem nada a ver com a minha vida, em parte, mas com a vida de todos nós. Na sexta-feira, dia 16 de julho, foi implementada a nova lei estadual que proíbe a utilização de sacolas plásticas nos médios e grandes supermercados. A medida visa diminuir o número de sacolas no meio ambiente, pois ela dura, em média, 50 anos para se decompor, tornando-se umas das maiores vilãs nos dias de chuva.

O meio de minimizar o problema era diminuir a demanda delas. Porém, uma lei não consegue de um dia para o outro mudar os hábitos de toda uma população. Medidas educativas devem ser implementadas antes de uma lei. Tal equívoco do governo casou muitos transtornos e dúvidas nas pessoas. Uma vez que acompanhei de perto todos os trâmites, pois trabalho no Inea (Instituto Estadual do Ambiente) - órgão responsável pela fiscalização -, percebi que eles mesmo reconheceram que cometeram um erro. O telefone não parou de tocar na minha sala, com dúvidas, denúncias e pedidos de esclarecimentos da mídia.

Eu não me envolvi nas discussões com o população e nem com jornalista, pois não sou da ouvidoria e nem assessoria de imprensa. Mas, ouvi várias histórias. Umas das mulheres dizia que tinha a solução para o problema! Simplesmente devíamos pedir para os fabricantes que produzem as sacolas, que elas tivessem a durabilidade de 5 anos, ao invés de 50! Outros esbravejavam: "Onde vou colocar meu lixo?!!"

As sacolas plásticas não foram proibidas. Por prevenção a secretaria do ambiente obriga os comerciantes de grande porte que disponibilizem sacolas retornavéis aos clientes estando passível de multa se não cumprirem a lei. Já os clientes precisam se conscientizar a não utilizar o plástico à toa.

As pessoas que não utilizarem as sacolas, ganharam do vendedor três centavos (0,03) de descontos a cada cinco itens comprados. Não é muito, mas este é o preço de custo de uma sacola e a contabilidade é de cinco itens em cada.

A responsabilidade não é apenas do vendedor, mas do cidadão consciente. O problema está na falta desse cidadão, o qual o governo não educa ou informa.

Já existem lojas que o utilizam as sacolas de papel com alças de plástico reciclável. Apenas, devemos seguir estas iniciativas e tentar fazer um pouquinho para ajudar. Primeiro, explique para as pessoas os motivos da nova lei; dê o exemplo, sempre que possível recuse a sacola plástica; e ao fazer grande volume compras, leve sacolas retornáveis ou caixas.

Acima de tudo precisamos formar cidadãos conscientes. Está é a base da educação, assunto que discutiremos amanhã, ok?

domingo, 11 de julho de 2010

"Pois é, estragou tudo, né?"


O título do texto de hoje é a frase ridícula proferida pelo Bruno, goleiro do Flamengo, sobre a sua possível convocação para Copa de 2014.
Agora ele é apenas Bruno Fernandes das Dores de Souza, acusado de assassinato.

As capas dos jornais dessa semana circulavam sempre com o mesmo assunto, as investigações sobre o sumiço da ex-amante de Bruno, Eliza Samudio. Após o depoimento do primo do principal suspeito, todo o clima de dúvida foi derrubado e a verdade veio à tona. O ídolo do flamengo é o mandante do assassinato de Eliza.

A fatalidade abriu discussões para problemas que ocorrem todos os dias na nossa sociedade, a violência contra mulher e a impunidade dos culpados. A gente não presta atenção, mas diariamente aparecem notas nos jornais desses casos de morte cometidas por maridos, amantes, parentes etc. Por acontecer em famílias de baixa renda a mídia não atribui valor moral.

Portanto, para acordar uma sociedade acostumada a ouvir os números de mortos do dia no noticiário da noite é necessário uma pessoa pública cometer um ato desumano. Este é um prenúncio da nossa destruição social. Dinheiro não constrói caráter e os requintes de maldades nunca são suficientes.

Por que um homem prefere acabar com vida de uma mulher ao invés de assumir o filho que gerou com ela??

Estou indignada com o mundo em que vivemos.



sábado, 3 de julho de 2010

Apagão dos cinemas


Nos últimos dois anos o Rio de Janeiro perdeu 25 salas de cinema. E atualmente, os cariocas possuem 153 salas para uma população de 6,186,710 de habitantes na cidade e 11,812,482 na região metropolitana.


Os motivos desse panorama é variável. Alguns empresários alegam problemas na infraestrutura, outros grandes prejuízos financeiros. O maior problema seria a falta se segurança e os gasto dobrados para manter um cinema de rua, tanto que hoje as grandes empresas de projeção no Rio se situam dentro dos shopping.


Mais do que os empresários, quem perde com isso é a população, muitos bairros não possuem nenhuma sala de cinema. Por exemplo, a grande região administrativa de Jacarepaguá conta apenas com um cinema e quatro salas. Por outro lado, a Barra da Tijuca concentra quatro cinemas e 38 salas de projeção e em breve, com a Cidade da Música, aparecerá mais algumas salas por lá. Será que cinema agora também é sinônimo de poder aquisitivo? Os teatros já fugiram das periferias e subúrbios das cidades e os cinemas vão pelos mesmo caminho...


Mas, o quesito financeiro não explica esse apagão cinematográfio na região. Pois, o Centro da cidade, reduto de cultura carioca, possue apenas um cinema e uma sala, o sobrevivente Odeon. Sobrevivente porque a Praça Floriano Peixoto, conhecida como Cinelândia, ganhou esse apelido pela enorme quantidade de cinemas nos seu arredores. Funcionavam por ali o Palácio, o Pathé, o Império, o Colonial, o Metro Boa Vista, o Capitólio, o Vitória, o Plaza...


Nesta semana, foi anunciada a modernização dos cinemas Vitória e Plaza. Após bastante tempo desativado, eles passarão por uma reforma, mas voltaram como salas comerciais. A iniciativa foi dos filhos do antigo dono do prédio, Menache Nigri. Tradicionais? Que nada, o importante é lucrar!


Já Adhemar Oliveria, administrador de três cinemas cariocas, declarou, em entrevista a O Globo, que: "na Zona Sul, o metro quadrado de um cinema não rende a mesma coisa que você ganharia com um comércio".


Encontramos nossa resposta? A Barra tem mais cinemas, porque tem mais shoppings. Cinema de rua atualmente não dá lucro ao proprietário. A população tem que correr atrás da salas que ainda existem. Mas o preço do ingresso anda tão salgado e as salas 3D, as poucas que existem, são mais ainda... Ih... isso é papo para outro dia.


sábado, 26 de junho de 2010

Terra de Horrores


Quem já assistiu aos filmes de terror da saga Premonição já viu casos de acidentes macabros e fatalistas. No avião, no trânsito, na montanha russa...

Mas, a gente sempre acha que estas situações acontecem apenas no cinema, mas a maioria se esquece que o cinema é uma imagem da realidade.

Um dos poucos parques de diversão do Rio de Janeiro, a Terra Encantada, foi interditada na última semana. Por causa da morte da auxiliar de cozinha Heydiara Lemos Ribeiro, de 61 anos, que caiu de uma altura de dez metros após embarcar no Monte Makaya, a montanha russa, uma das principais atrações do parque.


"Só vi o vulto da minha mãe despencando. Eu gritava desesperadamente para pararem o brinquedo, mas ele completou a volta toda. Quando eu sai, gritava muito, estava muito nervosa, e fui direto ao local que minha mãe estava. Ela estava toda ensanguentada e caída no chão. Eu gritei tanto que logos vieram os bombeiros do próprio parque", relatou a filha de Heydiara, que estava no banco ao seu lado.


A Terra Encantada quando surgiu era a promessa de um Hopi Hari ou Beto Carreiro na cidade do Rio de Janeiro, que não tinha parques de alta infraestrutura. Porém, o espaço, no começo, era voltado para pessoas de alto poder aquisitivo, com ingressos a preços inacessíveis a maior parte da população. Quando perceberam que os negócios não estavam indo muito bem, abaixaram o valor e, assim, começou a circular mais gente. Porém, o parque possuia uma péssima administração, que deixou muitos brinquedos sem reparação e parados. A promessa de um primeríssimo cinema 3D, que naufragou e se afundou no matagal ao redor. Este caso, deve ser o último lance de areia que faltava para enterrá-lo.


É triste a constatação se que na nossa cidade não tem quase nenhum centro de diversão e lazer para as crianças, jovens e famílias. A Terra Encanada, apesar do descuido, é uma grande perda para nós. Onde iremos testar nossa adrenalina e gritar a até perder a voz? Tenho boas lembranças daquele parque, mas descuidar da vida de seres humanos é um crime. Resta-nos o parque Xangai e o Playcity itinerante.


Em 2005, houve a morte de um homem no mesmo brinquedo, porém o fato foi abafado.


E você o que acha?

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Adeus, Mestre José!


- Como assim?
Foi a primeira frase desta sexta-feira.
Enquanto me livrava do sono e as ondas sonoras do rádio, no outro cômodo da casa, anunciava que o escritor José Saramago havia morrido.
Minha mãe respondeu:
- Um dia todo mundo morre.
Mas e daí? Não é todo mundo que consegue com as palavras compreender o mundo, fantasiá-lo, reinventá-lo, nos conduzir pelas estradas da nossa mente e nos afasta da mediocridade. Não saímos isentos de uma viagem como Saramago. Sua morte é uma enorme perda para humanidade, queira uns reconhecer ou não. Aos que gostam de literatura ou não. Gostaria de saber sobre o que ele escreveria no próximo ano. Ele foi o homem que me fez ter orgulho da minha língua e ao mundo reconhecer a riqueza da língua portuguesa. Criou polêmica, refletiu sobre a vida e nos revelou a importância da morte. Hoje, ele será lembrado como o único escritor da língua portuguesa a ganhar um prêmio Nobel de literatura, a sua vida simplória, o seu tardio reconhecimento na literatura...
Contudo,
apenas espero que se torne imortal. Os meus filhos lerão José Saramago e eu contarei a história da vida do autor. Em 2165 as pessoas lerão sua obra e perceberão que a questão humana, apresentada por ele, é imutável.
Neste ano foi lançado "Saramago: uma Biografia" de João Marques Lopes. Poucas pessoas merecem biografias, hoje jaz uma delas. E apesar de não ter todos os livros deste mestre na minha estante, eu sei que suas obras fizeram a diferença no mundo.

Obras publicadas:

Poesia:
- Os poema possíveis, 1966
- Provavelmente alegria, 1970
- O ano de 1933, 1975
Crônicas:
- Desde mundo e do outro, 1971
- A bagagem do viajante, 1973
- As opiniões que DL teve, 1974
- Os apontamentos, 1976
Teatro:
- A noite, 1979
- O que farei com este livro?, 1980
- A segunda vida de Francisco de Assis, 1987
- In Domine Dei, 1993
- Don Giovani ou o dissoluto absolvido, 2005
Contos:
- Objecto quase, 1978
- Poética do cinco sentidos - O ouvido, 1979
- O conto da Ilha desconhecida, 1997
Romances:
- Terra do pecado, 1947
- Manual de pintura e caligrafia, 1977
- Levantado do chão, 1980
- Memorial do convento, 1982
- O ano da morte de Ricardo Reis, 1984
- A jangada da Pedra, 1986
- História do cerco de Lisboa, 1989
- O Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991
- Ensaio sobre a cegueira, 1995
- A bagagem do viajante, 1996
- Cadernos de Lanzarote, 1997
- Todo os nomes, 1997
- A caverna, 2001
- O Homem duplicado, 2002
- Ensaio sobre a lucidez, 2004
- As intermitências da morte, 2005
- As pequenas memórias, 2006
- A viagem do elefante, 2008
- O caderno, 2009
- Caim, 2009

*16 de novembro de 1922
- 18 de junho de 2010

"Valeu a pena? Valeram a pena estes comentários, estas opiniões, estas critícas? Ficou o mundo melhor que antes? E eu, como fiquei?" (leem a cont. no link a baixo)

Balanço, por José Saramago

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Então, Copa!


Durante um mês a memória do brasileiro se esquece das eleições, aumentos dos juros, conflitos internacionais, etc.


Os comentários são apenas sobre a Copa. As apostas fervilham entre os amigos, os encontros são para assistir aos jogos, o comércio vende mercadorias verde e amarelas e todo mundo apenas espera para gritar gol.


Não sei como funciona nos outros países nos dias dos jogos da sua seleção. Mas será que os bancos encerram expediente mais cedo? Os estudantes não têm aula? O funcionalismo público decreta ponto facultativo? A câmara do senado entra de férias mais cedo?


Não sou contra as torcidas, bolões e cornetas, mas precisamos parar toda nossa produção para assistir aos jogos? Os brasileiros desenvolveram uma paixão pelo futebol que poucas nações conhecem. Porém, a emoção do jogo se tornou mais um motivo para desordem administrativa do nosso país e para mostrar como nosso povo é iludido com tão pouco. De quatro em quatro ano, os governos têm nas mãos uma forma de dar alegrias ao povão, tapando suas mazelas com camisa da seleção.


Não é à toa que as eleições presidenciais ocorrem, de quatro em quatro ano, junto com a Copa Mundial.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Novo Ponto de Cultura


Nesta semana o principal assunto foi reaparecimento do antigo conflito entre israelenses e palestinos e o alarmante ataque de Israel às missões humanitárias na Faixa de Gaza. Mas, para comentarmos sobre essa história, teríamos que rever toda água que já correu por de baixo dessa ponte. Então, apenas digo: a quem tem fé encaminhe preces de paz. Aos outros, que fiquem espertos, toda dia acontece uma guerra na nossa cidade e ninguém vê, ou melhor, fingem não vê.

A revitalização da zona portuária da cidade, promessa antiga da prefeitura carioca, teve um ponto de partida nessa semana. Foi lançada a construção do MAR (Museu de Arte do Rio), na Praça Mauá, dentro do projeto Porto Maravilha. O objetivo é criar um espaço que abrigue obras de arte e uma exposição permanente sobre a história da cidade. Além disso, o museu deverá se integrar as baladas da região. Ele permanecerá aberto até altas horas e nos fim de semana. A prefeitura prevê a entrega do novo centro cultural para início de 2012.
É esperar para ver. Aos poucos aparecem os pontos de cultura, nas regiões periféricas da cidade, prometidos pela secretária de cultura da cidade.


Você sabe de mais algum?



Foto: Rony Maltz

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Sexta-feira começou!


O que esperar de uma sexta-feira? Talvez a programação do fim de semana ou o descanso de uma semana de trabalho. Contudo, aqui no blog é o dia da reflexão, ou melhor, do desabafo. O que você não gostou na semana? Não importa onde, com quem ou como. Apenas critique, esbraveja, tenha uma opinião! Façamos desse espaço uma boa conversa de bar. De lei, toda sexta.

Nesta semana três acontecimentos me chamaram atenção: A criação de uma lei que proíbe que os pais e educadores deem palmadas nas crianças; a recomendação do MEC de que nenhuma escola, pública ou privada, reprove os alunos até o terceiro ano; e por último, o menino de dois anos de idade viciado em cigarros na Indonésia.
Todos esses “acontecimentos” abordam um fator de extrema importância na nossa sociedade e no mundo, a educação. O futuro do país está nas mãos das novas gerações, mas o que podemos prever numa sociedade em que a criança não pode mais sofrer (?) correções dos seus pais? A palmada, antigamente usada nas escolas, era um símbolo do castigo por mau comportamento. Em casa, considerada um ponto final nas pirraças e gritarias. Porém, o governo acha que deve intervir na educação familiar, tão desfragmentada, impedindo a “violência” contra as crianças. Mas, onde está governo para tirar milhares de crianças das ruas e defender seus direitos enquanto levam safanões de policiais? Lei hipócrita.
Num outro patamar está a questão da progressão continuada, mais conhecida como aprovação automática do Ministério da Educação, que aconselha as escolas a não reprovarem os alunos nos três primeiros anos do ensino fundamental. Exatamente no período em que a criança se alfabetiza. Concordo que a reprovação não traz nenhum benefício aos alunos, que nesta idade ainda estão aprendendo como a escola funciona. Contudo é terrível encontrá-los no quarto ano fundamental sem saber ler ou escrever. O que essas crianças precisam é de atenção e acompanhamento especial dos pais e professores. Empurrar o problema com a caneta nunca resolverá nada.
Por fim, o tablóide The Sun, da Inglaterra, trouxe ao mundo a notícia do menino de dois anos viciado em cigarros. Num vídeo, no site do veículo, o menino aparece segurando um cigarro em suas mãozinhas pequenas. Ele traga e assopra a fumaça várias vezes como um adulto. A mãe diz que quando ele não consegue o cigarro, fica nervoso, grita e bate com a cabeça na parede. Já o pai, o incentivador da primeira tragada, diz que o menino parece saudável e não ver problema nisso. Neste caso o governo deveria intervir na educação?


Que tipo de cidadão a gente espera encontrar no mundo daqui alguns anos?